Análise do risco de ocupação urbana sobre as áreas mineradas em subsolo no município de Criciúma (SC) utilizando técnicas de geoprocessamento
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A ocupação urbana no Município de Criciúma teve origem nas margens de cursos d’água, bem como, no entorno de bocas de minas para extração de carvão mineral. Logo, ocorreu sem o planejamento urbano adequado, e sim, seguindo o desenvolvimento das atividades econômicas locais. Então, resultou no desordenamento territorial, e na ocupação urbana sobre áreas de risco, que podem originar danos estruturais às construções, além de outros impactos ambientais, como o rebaixamento do aquífero subterrâneo, e secamento de poços e açudes. Assim, identifica-se a necessidade de repensar o planejamento urbano proposto para o Município, quando da aprovação de seu mais recente plano diretor, datado de 2012, a fim de não incentivar a ocupação de áreas sujeitas a riscos de subsidência. A identificação das áreas de riscos para a ocupação urbana foi o foco do trabalho. Para isso, fez-se uso de técnicas de geoprocessamento, visando à criação de mapas temáticos, que subsidiaram a produção dos mapas finais, de risco de ocupação, bem como, o mapa retratando as áreas de conflito entre o plano diretor e os locais com maiores riscos agregados, ambos gerados pela integração de planos de informação, ou seja, a partir do cruzamento de mapas temáticos. A produção dos mapas finais foi viabilizada pela utilização de sistemas de informação geográficas, bem como, por meio do método de suporte à decisão por análise hierárquica. Portanto, teve-se a delimitação das áreas de Criciúma, onde se devem restringir o uso da superfície, como nos bairros Sangão, Jardim Angélica, Pinheirinho e São Luiz, visando evitar o surgimento de problemas, decorrentes de movimentações do maciço rochoso, por causa da existência de vazios em subsolo, com o intuito de reduzir o número de pessoas com seus patrimônios lesados.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Engenheira Ambiental no curso de Engenharia Ambiental da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.
