Consumo de bebidas energéticas por profissionais da enfermagem que atuam em uma unidade hospitalar: impactos na qualidade de vida
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Profissionais de saúde na área da enfermagem frequentemente se deparam com ambientes de trabalho caracterizados por demandas intensas e desafiadoras. Em algumas situações, para aprimorar o estado de alerta e o desempenho, esses profissionais recorrem ao uso de substâncias, como as bebidas energéticas,
conforme indicado por diversas fontes. É importante destacar que essas bebidas são formuladas para proporcionar um impulso temporário de energia e melhorar o estado de alerta, sendo frequentemente empregadas nesses contextos. Essas bebidas contêm ingredientes estimulantes, tais como cafeína, taurina, guaraná e vitaminas do complexo B. OBJETIVO: Avaliar os impactos na qualidade de vida decorrentes
do consumo de bebidas energéticas por profissionais de enfermagem que desempenham suas funções em unidades hospitalares. MÉTODOS: Trata-se de uma pesquisa quantitativa, descritiva e exploratória, com uma amostra de 84 profissionais de enfermagem, que participaram respondendo a um questionário estruturado para investigação sociodemográfica e três instrumentos validados em pesquisas realizadas anteriormente, sendo PSQI, SF-36 e EDQC. Em todos os casos, os questionários são estruturados com questões fechadas resultantes de testes. A investigação das variáveis quantitativas para identificar padrão de consumo entre os profissionais foi investigada por meio da aplicação do teste de Levene; investigação para quantificar dos impactos na qualidade do sono dos profissionais entrevistados, foi pelo teste aplicação do teste t de Student e teste U de Mann Whitney; a comparação da qualidade de vida entre os entrevistados que consomem as bebidas, foi realizado pelo Qui-Quadrado de Pearson. RESULTADOS: De 84 entrevistados, 19 são enfermeiros e 65 são técnicos de enfermagem. Observou-se que a média de idade foi de 37,98 ± 10,10 anos, e se observar o sexo 82,1% são do feminino e 17,9% do masculino. Por sua vez, quanto ao vínculo empregatício, 21,4% afirmaram possuir mais de um vínculo, 86,9% têm uma escala de trabalho de 12/36
horas e 64,3% jornada diurna podendo ela ser no período matutino ou vespertino de 6h, 9h ou 12h. Dos respondentes 16,7% consomem bebidas energéticas regularmente, já 41,7% responderam que consumiram esporadicamente, enquanto 58,3% relataram que não consomem. Verifica-se que o consumo de bebidas
energéticas e café trazem alterações ao sono, saúde mental, limitações por aspectos emocionais e físicos, bem como à vitalidade das pessoas que o ingerem. CONCLUSÃO: Dentre os entrevistados os que consumiram bebidas energéticas, o fizeram para uso recreativo, sendo que apresentaram distúrbio do sono e não houve melhora significativa na qualidade de vida. Apesar das evidências científicas, é de suma importância ressaltar, que não houve a identificação de algum padrão de consumo das bebidas energéticas por parte dos entrevistados, sendo possível identificar a presença de impactos negativos na qualidade de vida dos consumidores da bebida energética, assim como o consumo do café, e não apresentou aumento
na capacidade funcional e melhora nos reflexos para o desempenho das atividades funcionais.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel no Curso de Enfermagem da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.
