Análise da ocorrência de incêndios entre 2015 e 2017 na cidade de Criciúma – SC

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Há registros de incêndios em civilizações desde o ano de 64, em Roma, até a atualidade com graves perdas, humanas e materiais. Antes do emprego dos Sistemas de Prevenção e Combate à Incêndios - SPCI’s, normalmente, os incêndios ocorriam sem possibilitar o combate das chamas, o aviso e a evacuação dos civis das edificações. As chamas se espalhavam de forma rápida pela edificação e a inexistência ou insuficiência dos SPCI’s geravam prejuízos materiais e vitimavam civis na tentativa de evacuação em escadarias, elevadores, coberturas, terraços, etc. Em muitos casos, civis foram vitimados durante o sono, pois não haviam sistemas sonoros de aviso de incêndio. No Brasil, após a década de 70, devido a ocorrência dos incêndios no Ed. Andraus, 1972, e no Ed. Joelma, 1974, houveram implementações nos sistemas construtivos e nos SPCI’s com intuito de promover o aviso, o combate e a evacuação em casos de incêndios; e apesar do contínuo aperfeiçoamento destes sistemas continuam recorrentes os graves incêndios. O presente estudo tem como objetivo investigar os casos de incêndio ocorridos em edificações públicas, comerciais e industriais da cidade de Criciúma, no Estado de Santa Catarina, entre os anos de 2015 e 2017. A investigação foi baseada nos Relatórios de Incêndio do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Santa Catarina – CBMSC - a partir de informações como: tipologia de ocupação, validade do Alvará de Funcionamento e Habite-se, aplicação dos SPCI`s, causas e consequências do incêndio, prejuízo financeiro, valores salvos, bens segurados, entre outros. Os dados coligidos, correlacionados e analisados permitiram a compreensão dos incêndios, deficiências do sistema e comportamentos culturais da região. A conclusão desta pesquisa ajuda a elucidar o cenário dos incêndios na cidade de Criciúma. Dentre os resultados é destacado que os incêndios da cidade apresentam em 99% dos casos apenas danos materiais, sem mortos ou feridos; o número de imóveis segurados e sinistrados é inferior a 30% dos casos; e no ano de 2017, cerca de 60% dos casos de incêndio ocorreram em imóveis com vigência de Habite-se e Alvará de Funcionamento. No decorrer do estudo houve dificuldade na coleta das informações, dada a escassez de dados registrados na base de dados. Isto ocorre visto que no Brasil a coleta e análise de dados de ocorrências de incêndio é responsabilidade individual de cada Corpo de Bombeiros Militar, não havendo padronização e fiscalização dos mesmos. Vale destacar que em Santa Catarina há um desenvolvimento recente nesta política de coleta e análise de dados.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Engenharia Civil da UNESC como requisito parcial para obtenção do Título de Engenheiro Civil.

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