Estudo da resistência de aderência de argamassa colante exposta a ciclos higrotérmicos

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O estudo apresentado é sobre argamassas colantes, para determinar a variação de resistência de aderência quando exposta a ciclos higrotérmicos, com o objetivo de reproduzir a ação das intempéries a que ficam expostos os revestimentos cerâmicos em fachadas. Foram analisadas no estudo três variáveis: a) concentração do polímero de EVA (acetato de vanila/etileno) em concentração de 5 e 10%; b) dois tipos de placas cerâmicas, uma classificada como porcelanato e outra como semi-grês; c) e dois tipos de cura, uma em ambiente normal de laboratório e outra cura com ciclos de higrotérmicos, adotando dois dias de imersão em água e dois dias em estufa a 580C + 20C (temperatura medida na peça cerâmica) durante 20 dias. Os resultados mostram que para cura normal, quanto maior o percentual de polímero na composição, e maior a absorção de água da placa cerâmica, maior será a resistência do sistema de revestimento. Para cura em ciclos higrotérmicos, foi observado uma redução significativa da resistência de aderência, atingindo valores próximos a zero, levando ao descolamento em alguns casos. Apesar dos resultados serem preocupantes, consideramos que o ciclo escolhido foi agressivo, pois as tensões geradas foram elevadas, principalmente nas trocas de ciclo de estufa para ciclo submerso, onde as placas foram submersas antes do resfriamento, surgindo outra interferência: a do choque térmico. Dessa forma, para resultados complementares, é necessário refazer os ensaios com ciclos higrotérmicos menos agressivos.

Descrição

Artigo submetido ao Curso de Engenharia Civil da UNESC - como requisito parcial para obtenção do Título de Engenheiro Civil.

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