Respostas morfológicas de peixes em função dos contaminantes presentes nos corpos de água do Campo Morozini, Treviso, SC
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Atividades antrópicas geram uma quantidade significativa de poluentes que são lançados no meio ambiente, muitas vezes ocasionando distúrbios ecológicos. Estes poluentes causam alterações biológicas em vários níveis: molecular, celular, tecidual, organismo, populações e comunidades. As alterações morfológicas têm sido usadas para identificar estes poluentes, já que este é um recurso de fácil medição e resposta. O Campo Morozini apresenta rios e lagoas com águas contaminadas por drenagens ácidas oriundas da mineração de carvão, como consequência apresenta contaminação por metais pesados, aumento dos níveis de íons dissolvidos e diminuição do pH. Os métodos para observação de alterações morfológicas podem ser displasia nos ossos dos raios, nadadeiras, opérculos, mandibulares, ventrais da cabeça e olhos, como também deformações na coluna vertebral e tumores no corpo. Deste modo, este trabalho teve como objetivo analisar as respostas morfológicas, causadas pelos contaminantes, como pH, condutibilidade, alumínio total, manganês total, ferro total, sulfetos e oxigênios dissolvido, presentes nos corpos d'água do Campo Morozini, Treviso, Santa Catarina. Os resultados obtidos não indicaram ação dos poluentes presentes nos corpos d´água do Campo Morozini sobre as estruturas morfológicas dos peixes, considerando os parâmetros físico-químicos comparados e avaliados. As alterações morfológicas são mais evidentes em áreas contaminadas por rejeitos orgânicos, pois estes são agentes patogênicos, substâncias orgânicas, metais pesados e elementos vestigiais, consequentemente estas águas sofrem deterioração bacteriana, e como resultado a concentração de oxigênio é reduzida, e leva também à degradação de proteínas e outros compostos azotados, fazendo com que estes poluentes interajam mais rápidos neste ecossistema. Enquanto que metais podem acumular durante muito tempo nestes organismos não havendo assim uma resposta direta e rápida, já que estes compostos tem a capacidade de se ligar com cadeias de carbono curtas, nesta forma, eles acumulam nos organismos Propomos que sejam utilizadas outras metodologias de análise, que contemplem a interação de proteínas com possíveis poluentes (metalotioneínas) e também exames histopatológicos, de fígados e rim, já que estes são órgão desintoxicantes e acumuladores do organismo.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Bacharel no curso de Ciências Biológicas da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.